Seguir em frente parece ser fácil, e por enquanto vou fingindo que consigo

26/05/2011

Amigos

Tenho amigos bons, amigos de verdade, daqueles que são amigos até debaixo d'água. Tenho amigos que moram perto, que sempre estão presentes no meu dia a dia, nas redes sociais, aqueles que me ligam só pra perguntar se estou bem ou que aparecem do nada no msn ou no talk do facebook pra falar besteira. Tenho amigos que moram longe, e esse são os que me matam de saudade.
Na lista dos meus amigos, estão amigos de todos os jeitos. Amigo sumido, amigo presente, amigo que me dá cafuné, amigo que me faz rir, amigo que me faz raiva e que depois passa, amigo que segura a minha mãe, amigo que só aparece no dia do meu aniversário, amigo que vejo todos os dias. Enfim, essa lista é grande.
E confesso que adoro que lista seja grande, pois sei que independente do que aconteça, sempre terá um amigo pra me acolher, me aconselhar, me incentivar, me frear, me reclamar do que fiz de errado, me fazer cafuné, me dar aquele ombro quando precisoe principalmente me amar.
E é a todos os meus amigos, que dedico esse post de hoje. Pois sei que sem vocês eu não conseguiria seguir em frente.

23/05/2011

Quem eu sou, como eu sou.

Quem me conhece sabe como sou. Chata, cabeça dura, abusada (e meia), respondo na lata e na cara, falo as verdades também na cara doa a quem doer, falo as coisas sem me sentir. Sempre fui e vou ser assim pelo resto da vida.
A uns 3 anos voltei pra minha homeopata, a dra.Carmem Dulce, que é minha médica desde os 2 anos de idade e que me curou de todas as minhas alergias e doenças. E cheguei com minha mãe ao consultório dela pois estava com vergonha de ir sozinha., afinal fazia muito tempo que não entrava naquele consultório.
Quando entrei,ela olhou pra mim e não acreditou no quanto havia crescido e ficou tricotando com minha mãe, resultado que a consulta que deveria durar no máximo meia hora, durou mais de uma. E a gente ria de todas as histórias e causos, por que ela me conhece desde os meus 2 anos de idade. Desde a época em que a homeopatia era vista com péssimos olhos por todos e todos chamavam meus pais de loucos por acreditarem em pílulas de açúcar e gotinhas azedas.
E me conhece bem, afinal ia ao consultório dela pelo menos 2-3 vezes por mês por conta do tratamento. O mais engraçado é que ela escrevia tudo em fichas de papel, tudo mesmo. desde minahs danações às minhas características.
Mas, voltando para a consulta, ela me pergunta como sou e estou. Se havia mudado muito desde a última vezque tínhamos nos visto (que foi a mais ou menos 10 anos, quando chegou ao fim meu tratamento e me vi completamente curada). E eu respondi que sim, que havia mudado, que estava mais calma e que estava tudo ótimo. Daí minha mãe para e olha pra minha cara, com aquela cara que só elasabe fazer quando conto alguma mentira, e eu começo a rir e fico vermelha de vergonha.
A dra. Carmem, apenas levanta e vai até o armário e quando volta para a mesa vem com 1 monte de papéis nas mãos e pergunta a minha mãe:
- Vamos lá, vamos ver se ela realmente mudou alguma coisa ou se continua a mesma.
E começa a ler: 
* 1985: Janaina é uma menina independente, alegre, amiga, companheira, emotiva, gosta de fazer amizzades, se relaciona bem com quem ela conhece, ajuda os outros facilmente, com personalidade forte, ciumenta (principalmente com os irmãos), fala demais, retruca quando é questionada, questiona quando não é entendida, cabeça dura, abusada, enjoada, briguenta. (havia mais coisa que nesse momento não recordo, mas o principal foi isso).
 * 1986- Não houveram grandes mudanças na personalidade de Janaina.
E assim vai até terminar no ano de 1995, que foi o último ano do tratamente e no qual fui até ao consultório.
Depois de ter terminado a leitura, eu estava com tanta vergonha e rindo horrores, aliás minha mãe e a dra. Carmem, que passamos uns 15 min. pra nos recompor. 
Estava com vergonha pelo fato de ela saber de cor como eu era e não pelo que eu era, obviamente.
Enfim, isso só comprova em como eu sou desde pequena, desde o tmepo em que eu ainda não entendia muita coisa do mundo, que a minha personalidade vem de desde quando era pequenina e não foi criada agora. E o melhor, isso só veio a comprovar que quem me conhece realmente não precisa querer ficar me modificando e quer estarao meu lado sempre. Pois sabe como eu sou e pronto.
Já quem não me conhece direito, infelizmente, muitas vezes tem um julgamento completamente errado sobre quem eu realmente sou. Por que posso até ser chata, enjoada, abusada, cabeça dura, com personalidade forte, mas sou extremamente amiga e pra mim, amizade está em primeiro lugar. Muitas vezes até esqueço de mim e coloco os outros na frente, pois quero ver aqueles que eu amo felizes, independente se eu estou ou não.
Sou daquelas de ter o sexto sentido apurado e quandoolho pra alguma pessoa e gosto, quero ser amiga daquelas que empresta o ombro pra tudo. A famosa pau pra toda obra. Mas também quando não gosto, sai de baixo. não tem quem me faça ao menos chegar perto.
E serei assim pelo resto da vida. Não vou mentir que também quero que o meu pequeno que está aqui dentro da minha barriga também seja, pois só assim saberei que ele será realmente feliz.

15/05/2011

Meu querido avô

Essa semana escrevi no meu facebook no quanto sou fã do meu pai pela sua honestidade e integridade. Mas na verdade esqueci de citar que a pessoal mais honesta e íntegra que conheci foi meu avô Raimundo Pereira, ou seu Tatu.
Infelizmente ele veio a falecer em 93, e lembro perfeitamente da dor de todos. principalmente da Igreja Matriz de Juazeiro do Norte lotada no dia da missa de 7º dia. Quem conhece a igreja sabe do que estou falando, pq é daquelas igrejas imensas construidas pela Igreja Católica que são imensas e imperosas.
O que mais me lembro é dele vivo, de como era a pessoa dele  Como ele falava só com o olhar, que se irritava dificilmente, mas quando isso acontecia saisse de perto pq ele realmenre estava furioso. Como ele não aceitava que tratassemos qualquer pessoa com indiferença, seja rico ou pobre para ele todos eram iguais. Como ele falava e conhecia um mundo de gente. E quando a gente ia nas férias lá pro Juazeiro, todo mundo parava pra falar ou simplesmente o comprimentava e eu ali só olhando sem entender muita coisa e vez por outra ele olhava pra mim e me dava um afago como entendesse tudo.
Lembro quando ele e a vovó Edy vinham pra Fortaleza e ficavam na casa de meus pais. Das segundas-feiras em que eles sentavam na frente da televisão, cada um em sua cadeira, e eu sentava no chão, aos pés do meu avô, e ele ficava me fazendo cafuné até eu adormecer. De ser a única em que ele confiava em cortar suas unhas (tirando a manicure lá no Juazeiro do Norte), me sentia tão importante e orgulhosa por isso.
Enfim, lembro perfeitamente de tudo, exatamente de tudo.
E ele é outra pessoa de quem sito saudade. E isso, confesso que só poucas pessoas conseguem.

13/05/2011

De volta pra universidade

Nos últimos meses e dias tenho me percebido mais feliz. Acho que é o simples fato de ter voltado a estudar. Sim, eu amo estudar. Amo livros, discussões academicistas, professores e laboratórios.
Hj mais do que nunca sei que deveria ter aproveitado mais isso enquanto estava na graduação, mmas a vida me levou a outros caminhos. Na verdade a vida me levou a outros caminhos desde a época de escola.
Ok, que nunca fui uma aluna brilhante, aquela que só tirava 10. Pescava e muito, principalmente em química, matemática e física, matérias odiadas por mim até hoje. Agradeço muito a minha amiga Doutora Glícia Pontes e ao meu amigo Doutor Isaac Rocha, pq sem eles nunca teria saído do colégio.
Tirando essas matérias, as outras eu amava (e amo até hoje), me garantia mesmo. E através dessas matérias e dos meus professores, principalmente a Edilana e o Valdemir, que me fizeram amar matérias como geografia, história e português.
E foram justamente essas matérias que me fizeram ir para esses outros caminhos, caminhos revolucionários, em favor de tudo e todos e que durou por quase toda a minha graduação.
Era daquelas chatas, que fazia parte do movimento estudantil, que brigava com tudo e todos, mas sempre pensei no coeltivo e nunca no individual (coisa que infelizmente pouca gente faz). Lutei mesmo e não me arrependo.
Só me arrependo em ter deixado passar algumas boas oportunidades, de bolsas em diversos laboratórios, pesquisas. Mas como dizem, nunca é tarde pra começar. E cá estou eu, de volta para os muros da UFC, morta de feliz, por conhecer gente nova (sim, pq as que eram do meu tempo se foram e eu me sinto uma velha).Enfim, estou aqui novamente. Morta de feliz, por tudo e todos. E agora é pra valer, não deixarei essa oportunidade fugir nem tão cedo.